Escolhendo o tamanho das roupas

***Este post é um trabalho de pesquisa para o curso “Understanding Fashion Production” promovido pela Parsons School of Design

Eu me lembro de sempre questionar a minha mãe sobre o porquê ela sempre optou por usar camisas, blusinhas, camisetas e jaquetas tamanho G, sendo que ela sempre foi uma mulher magra que facilmente caberia num tamanho P.

E se caso a roupa fosse um presente de alguém desavisado de seu gosto peculiar, também me lembro de vê-la esgarçar a camiseta pra ver se dava pra deixar mais larguinho, e caso fosse impossível, certamente não usaria em nenhum ambiente fora de casa.

A resposta dela era que as roupas largas caíam melhor, ficavam mais elegantes. Eu duvidava, achava que deixava seu corpo sem formato e sem graça. Mas tudo bem, eu era uma menina de 18 anos mais ou menos que tinha um excelente corpo e queria destacá-lo.

Essa fase da minha vida é simples de explicar. Eu não me sentia muito segura quanto ao meu rosto e cabelo, mas tinha certeza de que meu corpo estava dentro do padrão daquela época. Além disso, como toda boa adolescente, eu queria me afirmar como magra, graças a Deus. Então, minhas escolhas de roupas eram baseadas em peças que valorizassem ainda mais minhas curvas. E NÃO HÁ NADA DE ERRADO em quem leva isso como quesito imprescindível para comprar suas roupas.

Então fui crescendo e vivendo, conhecendo gente e lugares, lendo, vendo TV, acompanhando e admirando pessoas, entendendo cores, formatos, padrões e estampas e fui percebendo que para me sentir bonita, o processo viria de dentro para fora. E que me sentindo bem comigo mesma, eu poderia expressar minha personalidade além do meu corpo, e usar minhas roupas para esboçar muito mais que curvas.

Roupas são feitas para agradar quem as veste, não quem as vê. Por isso, minha mãe não dava bola quando eu dizia que roupa larga fazia com que ela engordasse, afinal, ela sabia que ela era magra há muito tempo e não tinha que provar nada pra ninguém. Ela vestia para agradar a si mesma.

Photo by Frank Flores on Unsplash

Ok, essa introdução enorme foi pra contextualizar uma “pesquisa” pequena que fiz a respeito das etiquetas de tamanho de roupa que tanto deixam as moças infelizes por aí.

De repente, você compra uma blusa GG de presente pra uma colega pode soar como ofensa na cabeça dessa moça, mas você sabe que é aquele o tamanho que ela usa. Acontece que você vai numa C&A da vida e lá o GG deles é o equivalente ao G da Riachuelo, por exemplo. Se bobear, a peça pode ser oversized e uma peça tamanho M pode servir na sua colega GG. Ou você mesma pode usar GG, mas fica tentando encontrar alguma loja que te possa servir o M meio apertadinho assim… enfim, tudo isso pra mostrar o quanto as pessoas se apegam ao tamanho de uma peça de roupa.

Eu seria muito hipócrita em dizer que eu não me importo com o tamanho das minhas roupas. Eu me importo sim, mas muito menos do que costumava a me importar anos atrás. Por exemplo, já que agora aprecio muito mais as roupas largas, eu não me importo que elas sejam G ou até mesmo GG, e se deixar uso até modelagem masculina.

Porém, eu sei qual o meu tamanho ideal pela média de acordo com as peças que tenho. Sei que fico mais no P, porém sempre aquele P que deixa folgadinho, meio caidinho, sem nada me pegando mais.

Número da calça? A mesma coisa, diria até que pior, já que tem marca que eu uso 38 e outras 42. Não tem o menor cabimento me achar gorda ou pensar que engordei da noite para o dia se entro numa loja e descubro que ganhei 3 números de repente. Sejamos mais espertas e compremos a peça que nos apeteça e ponto. Sem briga interna, afinal, o que os outros tem a ver com isso?

Existem marcas que fazem questão de manter suas tabelas de tamanhos menores para atrair “determinados” clientes. Abercrombie está aí para provar; o tamanho GG deles pode ser considerado um M na maioria das outras lojas de roupas, por que simplesmente não querem pessoas que eles consideram acima do peso usando sua marca por aí. Direito deles? Sim. Imbecilidade? Total.

Meu marido é um cara que tem dificuldade com a maioria das lojas de fast fashion. Tem dia que ele encontra um GG que serve nele na Urban Outfitters, mas passam uns meses e outra camiseta GG vinda de algum outro contribuidor da loja já não serve mais, e não é por que ele engordou, pois aquela última GG comprada no mesmo lugar ainda serve perfeitamente. É apenas a falta de padrão.

Photo by Victor Garcia on Unsplash

Muitos fatores levam à falta de padronização das roupas, e isso não tem nada a ver com você. Não se cobre. Você sabe que seu corpo e paz de espírito vão além das letrinhas ou números das etiquetas. Use o que você achar que cai bem, independente de qualquer coisa.

Abaixo, trecho de matéria publicada pela Superinteressante em 2017:

Estatura, quadris e outras medidas variam de país para país. Por isso, um casaco 38 na Alemanha é 12 nos Estados Unidos e 40 no Brasil. 

Mas de onde vieram esses números? Em 1968, a ISO, entidade que coordena padronizações, determinou que as medidas de roupas deveriam ser proporcionais aos biótipos de cada país. Assim, cada lugar usa uma fórmula.

No Brasil, o número da calça feminina é a metade do comprimento do quadril subtraída de 8 (96 cm de quadril? O tamanho é 40). Mas isso não significa que exista uma padronização dentro do país. Maria Adelina Pereira, superintendente do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, afirma que, na média, o mundo engordou, mas a numeração se mantém. 

As fábricas aumentam aleatoriamente a modelagem, por isso é comum o tamanho de um jeans variar conforme a marca. 

https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-medidas-de-roupas-nao-sao-padronizadas/

Como ser fashion, consciente e criativa Mód.1

Reparem que eu farei um texto sobre algo que eu mesma ainda não domino 100%. Essa coisa toda da consciência fashion é importante e deve ser levada em conta se você está neste planeta para evoluir como ser humano e não ser apenas uma pessoa egoísta que não se importa com o sofrimento alheio. 

E por isso eu ando tendo problemas de consciência quando entro na Zara ou na H&M. E fui buscar alternativas, porém fiquei de cara ao perceber o quanto custa algo de maior qualidade, porém mais “slow fashion”. Não cabe no meu bolso. Exemplo: Não quero gastar $200 num casaco primeiro por que não sei se vou usá-lo pelo resto da vida; segundo por que posso me cansar dele ano que vem; terceiro por que certamente pelo meu estilo e gosto por moda, provavelmente eu me apaixonarei por outro casaco em breve e não dá pra gastar outros $200.

Depois, corri procurar por lojas locais de fabricação própria e, não sei se é assim aí no bairro que vocês vivem, mas aqui a peça custa caríssimo e normalmente não tem personalidade nenhuma. É, em sua maioria, uns paninhos que parecem todos iguais. Aqui em Santa Barbara a mulherada só está preocupada com a roupa da ioga ou com algum conjuntinho pra levar os 3 filhos na praia ou no parquinho (olá, eu do futuro TALVEZ, não queria, mas talvez vai saber né).

Minha salvação veio em brechós. E quando você encontra uma peça maravilhosa por preço de banana totalmente subestimada por algum funcionário que não entende bulhufas de moda, você quase tem um troço, só falta dar um grito de satisfação, parece um prêmio de loteria. Com isso, vem um vício chamado ACHADOS DE BRECHÓ.

Photo by Becca McHaffie on Unsplash

A moda trabalha com releituras. Se de repente a moda traz a jaqueta jeans oversized como tendência, você pode ter certeza de que 20 anos atrás alguém já usou e passou pra frente. As jaquetas mais maravilhosas que você pode sonhar estarão disponíveis em cabides de brechós ou bazares de igreja, basta você perder o preconceito e se enfiar em cada brechó que cruzar o seu caminho. Um único brechó nunca será o suficiente. E, conselho importante, evite brechós elitizados por que estes são tão caros como lojas de shopping e já vem todo certinho pra você. 

Ok, eu disse pra evitar, talvez como uma última opção na sua busca, por que ainda assim vale mais a pena dar seu dinheiro pro dono do brechó de luxo do que pra alguma fast fashion que coloca criancinha pra trabalhar.

“Ah, mas tenho muita preguiça, meu olho não é tão bom assim…”. Bom, eu acredito que seja um talento que necessita ser desenvolvido, pois custa bem baratinho ter uma jaqueta igual ou melhor a da Zara por $5 e que precisa de um novo lar. #ADOTEUMAPEÇADEBRECHÓ 

Photo by Clarisse Meyer on Unsplash

E se para esta jaqueta falta apenas um detalhe pra ela ficar ainda mais legalzona, amiga, compre patches, rasgue, desgaste, passe a tesoura, faça o que for necessário para que fique ainda melhor que as que estão em vitrines por $150 em 8x no cartão C&A.

Muita gente perguntará onde você comprou e nesta hora você deve erguer o queixo e dizer ENCONTREI NO BRECHÓ POR $5 E CUSTOMIZEI! 

Quase um tapa na cara da outra pessoa que é acomodada em chegar numa loja, ver vitrine, pegar do raque o tamanho M, pagar e sair pra daqui 3 meses voltar lá e fazer a mesma coisa. 

Photo by Fancycrave on Unsplash

A criatividade faz com que a gente seja dona do nosso próprio estilo, por que é ela que coordena as informações que a moda joga pra gente a cada dia. Vocês podem ver, todo dia tem tendência nova pra seguir nessa internet, e se você for uma pessoa que se surpreende apenas com vitrine e já vai pegando seu tamanho e pagando automaticamente, você está perdendo a oportunidade de desenvolver a si mesma.

Você, minha flor, é como se fosse um quadro em branco todas as manhãs! Você é responsável por fazer-se uma obra de arte e por ser respeitada por isso.

E pra deixar bem claro, É ÓBVIO que eu ainda compro em fast fashion. Também estou caminhando na rua e vejo um vestido super muso na Forever 21 e fico encantada. Entro, caço o meu tamanho, experimento e se me cai bem, eu compro. Porém, não uso uniforme, então combino aquele vestido com algum par de sapato diferente e com certeza vou vestir aquela jaqueta jeans bafônica de $5 do brechó, com a consciência de que parte de mim está evoluindo criativa e conscientemente.

Bora então aguçar nosso olhar para as roupitchas abandonadas em brechós e bazares? Vale trocar com as amigas também!

Até o próximo reinvento!

Esse blog morreu e renasceu

Assim como você. Assim como o seu estilo. Assim como o seu dinheiro. Assim como toda arte neste mundo.

Há muito tempo venho pensando em criar um projeto voltado para mulheres que, como eu, são apaixonadas por moda mas que querem ou sentem a necessidade de mudar certos hábitos. 

Sempre gastei muito dinheiro com roupas, sapatos e acessórios. Já estourei meu crédito parcelando um vestido ou uma nova calça jeans em 8x sem juros no cartão Renner ou C&A. Também já cometi o erro absurdo de gastar o cheque especial em supérfluos por que simplesmente não poderia viver ser aquele casaco novo. Eu ganhava mal e não sabia controlar os ímpetos. 

Na minha juventude tudo piorava com a necessidade de parecer ter mais do que eu verdadeiramente tinha, de querer parecer algo que eu não era pra ter que provar algo para alguém. Queria parecer ter dinheiro quando na verdade o nome estava indo para o SPC.

Eu amo ter amadurecido apesar de ainda sofrer um pouco com certos exageros, mas pelo menos hoje em dia a minha necessidade de agradar a alguém limita-se em apenas agradar a mim mesma e, neste sentido, troquei as prioridades de lugar. 

Não devo este amadurecimento apenas por que fui acordando um dia atrás do outro como uma pessoa melhor. Nã-nã-não. Isso se deve há vários fatores.

1 – Eu me casei e tive que aprender usar meu dinheiro também para as despesas da casa. Antes eu viva num conto de fadas e não pagava nenhuma conta dentro da casa dos meus pais. 

2 – Eu me mudei para os EUA e aqui ninguém usa cartão de crédito pra parcelar roupa e sapato. Tive que aprender na marra a usar débito para tudo e sou eternamente grata por isso. Se tenho dinheiro, ótimo, se não tenho, paciência.

3 – Quando compro algo penso imediatamente quantas horas tive que trabalhar para pagar aquele item que almejo. Se um sapato que eu quero me custa 6 horas de trabalho, eu reconsidero na hora. Já deixei de comprar muita coisa quando analisei por este ponto de vista.

4 – Tenho que guardar dinheiro para emergências. Afinal, vivo em uma região na Califórnia que está sempre sujeita a incêndios e, no final do ano passado quando passei pela primeira situação de emergência, tive que apelar e pedir ajuda de familiares pra poder me virar. Essa situação foi o limite de tudo, e o fogo me fez reavaliar as minhas escolhas e me enxergar mais adulta. 

Pois é, eu sou millenial, não é verdade? Mesmo velha com meus 32 anos ainda não sei como ser uma mulher adulta. To aprendendo como muitos outros da minha geração e, como não sou diferente de ninguém, além de trabalhar em algo desinteressante ao longo dos dias, eu tenho sonhos e aspirações que merecem atenção, e um deles começa com este singelo blog.

Em posts anteriores eu já falava sobre moda e assim seguirei fazendo, porém com um toque diferente. 

Não deixarei que nenhuma tendência passe pelas minhas vistas sem que eu busque alternativas conscientes para elas em brechós, bazares, customizações de roupas velhas, etc. Inclusive, fique você sabendo que as vezes você já tem tudo o que precisa no seu armário e não se dá conta disso. 

Então se você já:

1- Cansou de ver seu dinheiro sair voando por aí;

2 – Não sabe definir seu estilo;

3 – Não consegue comprar roupa de segunda mão;

4 – Pensou que seu armário era uma desgraça;

5 – Se achou feia ou inferior por conta de alguma moda vigente;

Nós teremos um caminho incrível para trilhar! Reinvente-se.

Creia: a pochete voltou para o nosso bem!

Pochete é algo abominável! Pochete é uma coisa terrível de brega, caidíssimo, super cafona, cremdeuspai. Só os “tiozão” ou lésbicas podem usar um trem desse.

Só gente horrorosa que não tem noção do ridículo poderia ser capaz de usar uma coisa dessas. Isso só vai bem e, olhe lá, na tia que vende o Yakut. Eu que não ando com gente que usa pochete, por que vai saber né, vai que é contagioso. Quanto mau gosto, afffffeee!

EITA QUANTA COISA ABSURDA! Já parou pra pensar de onde isso vem? Eu já fui vítima do ódio à pochete.

Quem fez a gente odiar a pochete? A moda criou a pochete e ela mesma foi a responsável por detoná-la em tutoriais de revistas nos anos 90, já que a estética noventista era bem mais simples comparada à oitentista (década da popularização da pochete) e se opunha aos excessos.

Sou prova viva dessa transição da pochete de algo funcional para algo detestável. Mas cá entre nós, a pochete era apenas mais um acessório para carregar nossas coisas, assim como uma bolsinha. E assim como existem bolsas feias e bonitas, existem pochetes feias e bonitas. E atualmente ela tem novas texturas, acabamentos e até usos. A moda não cria nada novo, apenas repagina.

Eu gosto de ver as coisas ganhando um novo status. Isso mostra sabedoria quando evolui nossa percepção quanto às coisas. Não tô aqui pra te convencer a usar pochete se você acha que é terrível, mas estou aqui para dizer que a moda está democrática e prezando pelo nosso conforto cada dia mais. E a pochete, minhas amigas, é uma dádiva. Ela não massacra seu ombro, ela não cai no chão se você se abaixar pra pegar algo. Ela estará sempre no seu campo de visão. Você jamais passará minutos de terror ou de raiva caçando algo no fundo da pochete, como acontece com bolsas, tudo estará ali em fácil acesso pra você. Ela carregará o necessário sem que você a perca de vista.

Retirado do site Nexojornal.com.br:

“Na segunda década do século 21, vemos os saltos ficando mais baixos, as bolsas ficando cada vez menores, com a ideia de a mulher abandonar a obrigação de carregar a vida nas costas. Ela quer ter mais conforto e movimento, e a moda se apropria cada vez mais do sportwear, um vestuário funcional e utilitário”, disse Façanha em entrevista ao Nexo. “Quando esses valores chegam na alta moda, [a pochete] começa a fazer sentido nesse contexto atual”.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/02/09/Por-que-a-pochete-foi-t%C3%A3o-odiada.-E-por-que-agora-est%C3%A1-de-volta

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  • A sua pochete pode ser mais séria/chic e ser usada para duas funções: como cinto (e afinar a silhueta) e para carregar seus itens pessoais. Belíssimas e confortáveis logo abaixo:

  • Pequeninas, porém elegantérrimas. Acho o máximo sair com ombros e mãos livres, sem me preocupar em onde colocar a bolsa. Esse é o verdadeiro luxo da coisa. Não importa se você está toda pronta pra balada ou pro passeio de cada dia. #versátil

  • E se a pochete for um pouco maior, quase do tamanho de uma bolsinha mesmo, ela pode, OLHE SÓ, ser usada como uma bolsinha na transversal ou não. A escolha é sua, afinal, você faz o que quiser com a sua nova amiga pochete.

  • A bicha ainda é mais democrática por que une todas as tribos femininas. Das roqueiras às boho chic, ela estará lá cumprindo o seu papel de te deixar confortável e destemida.

  • E pra passear com o cachorro, creiam, é coisa mais perfeita do mundo. Nada escorregando do ombro da Anne Hathaway. E ao lado, imagina só caminhar com duas bolsas? Fergie resolveu tudo com uma pochete pra carregar com ela o mais importante.

E com esse post eu quero dizer o seguinte: ninguém precisa das pochetes caras e de marca pra ficar bem na foto. Ninguém precisa da pochete da Gucci pra ficar chic, se é o que você pode estar pensando. Procurando bem, você encontra a pochete certa pra você, do tamanho e modelo adequado ao seu estilo e necessidade. O que precisa ser trabalhado no uso da pochete é a insegurança que ela traz por conta do preconceito de grande parte do mundo, que costumava crer em listas de “certo x errado” ou “use x não use”. Dê uma chance ao seu conforto ao sair para um concerto, um parque temático, uma ida às compras num grande centro comercial e lotado de gente. A pochete é a melhor opção em situações como essa. Vista o que é mais conveniente e seguro nessas situações, moça!

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O incrível mundo dos acessórios

Se você é uma pessoa basiquíssima no assunto moda, se não investe muito dinheiro em roupas e sapatos, se não se preocupa com tendências, se tem mais camiseta e calça jeans no armário, se tem apenas vestidos simples: TÁ TUDO BEM e esse post é pra você.

Ser simples, minimalista, básica e neutra é bacana, porém não pode te apagar e te deixar invisível por aí. Sou contra quem quer se esconder, por que entendo que haja um problema de autoestima (caso você pense diferente, estou aberta para o diálogo). Estamos, afinal, neste mundo para mostrarmos quem somos e que temos o nosso poder. Temos mensagens para passar, nem que seja a mensagem de “tô nem aí pra nada”, porém temos o dever de comunicar quem somos a todo momento.

Não seja aquela moça que chega no trabalho e ninguém nem sabe que existe, ou que faz ou pra que ela está lá. Desperte a atenção nas pessoas fazendo com que elas tenham respeito pela sua imagem. NÃO SE APAGUE! Não se anule! Destaque a sua luz.

Para isso: invista em acessórios! Vamos lá! Hoje vamos mostrar brincos, anéis, pulseiras e colares incríveis para te inspirar.

Imagine a moça acima sem seus acessórios. Tira o lenço, as argolas, os anéis, seus colares e pulseiras: o que sobra?

Veja também a harmonia que existe entre os itens escolhidos por ela. Todos conversam entre si e transmitem um certo ar romântico.

Um brinco em acrílico já carrega um pouco mais de ousadia e modernidade. Dá pra ser delicada com este tipo de material também! Apenas lembre que por ser mais chamativo, um único brinco bem estruturado pode ser o responsável pelo brilho do seu visual.

Os brincos de tecido estão super em alta e o legal é a infinidade de cores fortes que podem realçar a sua beleza e o contorno do seu rosto, além de ornar bem com os subtons em sapatos, por exemplo.

Os colares também adicionam muita personalidade ao seu visual. São sempre bem vindos. Você apenas terá que se guiar em respeito a algumas características físicas suas. Se você tem os seios volumosos, invista em colares mais curto, justos ao pescoço. Se menos volumosos, use colares que preencham o volume do colo. CLARO que esta regra pode ser quebrada de acordo com o seu gosto e seu estado de espírito, não estou aqui para julgar ninguém, mas atente-se na escolha do colar para que você chame a devida atenção sem se sentir mal.

Para as moças que preferem acessórios delicados, a junção deles em várias camadas cria um visual incrível, com a temática que você bem quiser. Ou apenas um único colar delicado também já agrega muito romantismo.

Recomendo às fãs de colares grandes que economizem no brinco, ou que pelo menos o brinco seja semelhante e/ou do mesmo conjunto. Porém, já vi combinações inusitadas que simplesmente arrasaram por ousar. Siga sua vontade.

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As pulseiras também estão aí para serem usadas e abusadas. Isso inclui também o seu relógio! Gosto da regra de que para pulseiras: não há regras! Vá com tudo!

Nathália Dill em Avenida Brasil arrasava no visual e suas pulseiras carregavam bem sua personalidade:

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Temos também os anéis. Adoro ver as mãos de homens e mulheres e prestar atenção em seus anéis. Por ser um item pequeno e delicado, quanto mais a pessoa dá atenção para seus anéis, mais me parece que ela dedica tempo e atenção para si mesmo. Na minha mente denota vaidade e cuidado com si próprio.

Às vezes um único anel grande já faz o trabalho de dar o toque especial do seu look:

Qual destes acessórios é o seu favorito? Conta pra mim! Eu certamente sou apaixonada por brincos! E confesso que esqueço de usar pulseiras e anéis!

Eu e meus acessórios favoritos: brincos e lenços 🙂

Beijos de luz!

Calça jeans: vamos além da calça skinny!

Eu me lembro de quando a calça skinny começou a ser um hit. Eu estava no primeiro ano do ensino médio, e lembro da aversão de muitas pessoas ao fato da barra da calça ser apertada, pois remetia ao que a gente considerava brega. Eu via fotos da minha mãe nos anos 80 com calças de barra justa e achava jegue. Eu via gente mal vestida na rua com calças datadas e achava cafona. Tudo ficava ainda pior na minha mente, por que eu tinha aquela visão insegura de uma adolescente recrutada por revistas como Capricho e Nova, que ditavam o certo e o errado, e falavam horrores dos anos 80.  Na minha época a moda do descolado era usar uma calça meio flare, de preferência com a barra podre de tão arrastada no chão, além da cintura baixíssima. O legal da época era esse por que TODO MUNDO USAVA.

Não existia muito esse lance do “seja você mesmo” e vista o que te faz feliz. Ser adolescente nos anos 90/00 era muito a ver com seguir um padrãozinho.

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Cintura baixa e barra larga se arrastando

Felizmente estamos no ano da graça de 2018 em que temos a possibilidade de nos livrar de muitos padrões e seguir a nossa própria moda.

Estou aqui para te ajudar a abrir os olhos para infinitas possibilidades de calças jeans, um item que todas nós temos no nosso armário. E trago boas notícias, pois a sua calça jeans não precisa ser padronizada como se você andasse de uniforme. O que pode acontecer aqui é você não gostar de determinada modelagem, o que é normal, assim como adorar tal formato de calça e, ao vestir, perceber que não caiu legal, acontece também.

O que não pode acontecer é manter a mentalidade de uma mulher que está insegura em testar, por achar que só serve para as outras. Eu sei que a calça skinny é super prática no dia-a-dia, mas também podem ser as outras, basta adaptá-las, conhecê-las. A beleza das coisas está em conhecer um pouco mais de você a cada dia, se possível em vários aspectos; e se você tiver um tempinho pra analisar suas escolhas quanto às calças jeans, vamos às nossas dicas para testar já!

Nível Básico

1 – Calça boyfriend

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Ela pode ser rasgada, como a da foto, com bordado, lisa, com listras, o que for. É super confortável por ser larguinha e fica bem na maioria. Eu, infelizmente, tenho problemas em encontrar uma boyfriend para mim, por que meu quadril é grande, então a calça perde a proposta “boyfriend” e fica como qualquer outra.

Dica: dobre a barra da calça, pois desta maneira você alonga a silhueta. Acho chiquérrimo quando combinado com ternos e saltos.

2 – Calça boca de sino

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A boca de sino é super elegante! Mas exige certos cuidados. Não queremos parecer aquelas adolescentes que estragam a barra da calça, não é? Tanto por que o correto, é que a boca da calça cubra os seus pés totalmente, no máximo dos máximos a pontinha aparece conforme você caminha. Se de alguma maneira a calça que você considera boca-de-sino mostra os seus pés, na realidade ela não é o modelo acima.

3 – Calça pantalona

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A pantalona é bem elegante e carrega em si um ar clássico. Vai bem com camisas e regatas, sandálias ou sapatilhas e deixa toda mulher se sentindo confortável.

Nível Intermediário

4 – Calça Culotte jeans

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A primeira vez que vi a culottes em ação, eu fiquei receosa. Que raio de calça era aquela e como era possível combinar aquilo com outras roupas? Eis que aí entra um pouco o nosso poder de análise ao perceber outras moças na rua, olhar diversos ensaios e perceber a sua criatividade aflorar.

Para começar a usar a culottes, recomendo o jeans mais escuro, com pouca lavagem, discreto mesmo, já que o modelo por si só já chama atenção, especialmente se você é o tipo que usa um único tipo de par de jeans na vida. Ao aderir à calça culottes de cintura alta, ela fica incrível com cropped tops, mas também vai bem com camisetas e regatinhas. Recomendo colocar a camiseta/camisa pra dentro da calça e arrematar com um cinto poderoso. Nos pés, vista o que o seu coração mandar, honestamente esta peça casa com tudo.

5 – Calça Mom Jeans

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Aquele jeans que a sua mãe usava nos anos 80 ou no início dos 90 é bem este aí acima. O que muda? A proposta, claro. Muda também a atitude de quem repagina esse visual que por muito tempo foi demonizado pela moda. O corte reto de cintura alta, meio shaggy, exigem produções mais ousadas pra que você não pareça uma figurinha saída direto do baú,

Eu adoro mom jeans e tive dificuldades em encontrar uma pra mim. De novo, culpa do meu quadril largo. Uso a minha sempre com a barra dobrada pois assim me parece mais fácil combinar os sapatos, e também acredito que esse lance de dobrar é o que faz a peça perder o status brega e ganhar o status de descolada. Claro, aliada a sapatos poderosos como ankle boots ou sapatilhas de bico fino, essa peça super rígida ganha um ar mais romântico e moderno.

6 – Jeans Assimétrico / Bicolor

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O assimétrico/bicolor pode vir em qualquer modelagem listada acima ou abaixo deste tópico. O fator surpresa está na contemporaneidade do corte inusitado; da aparência de retalhos. Há quem invista em cortes mais loucos ou em combinações de jeans clássico azul com preto, por exemplo.

Nível Avançado

7 – Calça jeans cropped flare

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À primeira vista pode parecer uma culottes, mas é mais ousado ainda. É como se fosse uma calça de boca de sino curta, tipo pra pular o brejo ou parecer que você cortou a sua própria calça jeans dum jeito esquisito. EU AMO.

Passando por todos os níveis acima de jeans, chegar a este é um piscar de olhos. E confesso que, quanto mais escandalosa a abertura da boca da calça curta, mais eu gosto. Fica incrível com botas, mas também acho que faz uma combinação incrível com sling-backs.

8 – Calça Jeans com babados / franjas

Prima do par de calças acima, essa é ainda mais perigosa e chamativa, por conta dos babados. Gosto dela em combinações simples, pois a barra extremamente romântica briga com praticamente tudo que você tentar inventar. Mantenha o visual clean, e sua calça será bem vista. (Pode ser que eu mude de ideia um dia).

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O modelo com franjas já me parece mais democrático em suas combinações. Não vejo muitas limitações de usos. Tenho um modelo bicolor que eu costumo usar com tênis e sapatilhas.

9 – Paperbag/Clochard Jeans

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Pra mim, atualmente, é o par mais descolado. São poucas que estão dispostas a parecer um saco de batata amarrado, mas as que se propõe dificilmente erram, pois vestem antes de tudo o estilo e amor próprio. Gosto mais da versão com cinto do que com tiras/laço.

 

Aqui, coloco um pouco da minha seleção de fotos com os mais variados jeans pra te inspirar a tentar! Beijos de luz!

1.Calça culottes mais “slim”

2. Calça culottes bicolor e assimétrica

3. Calça culotte tradicional

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Como dizem #ootd

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4. Boyfriend jeans rasgada/ 5 . Calça jeans de franjas/ 6. Mom jeans

7. Calça jeans super cropped flare/ 8. Jeans pantalona

Vestida para impressionar!

Ei mocinha, sabia que aquele vestido super lindo no armário não precisa de ocasião especial pra ser usado? Graças a Deus podemos combinar vestidos com todos os tipos de sapatos e desfilar nossos looks por aí sendo maravilhosas de segunda a segunda, desde cedinho até à noite. Não fica achando que só por que o vestido é decotado, com babado, tubinho, transparente e etc que você só pode usar à noite num jantar ou numa festa. Você pode “quebrar” a “função” dele se vestir sapatos mais casuais. Assim, você fica super estilosa sem ter que pensar muito, já que o vestido por si só é uma peça facílima de usar e combinar. Bora lá!

1 – Para as amantes de tênis (como eu)

Transparência, longo com fenda e tubinho com decote. É como num passe de mágica, o tênis fez tudo ficar mais leve e cheio de estilo. O visual carrega muita modernidade.

2 – Com chinelos de dedo para os dias em que você não é obrigada a nada

Olha só que coisa maravilhosa! Eu confesso que tinha medo de usar chinelo em público por conta do estigma que o negócio carregava, por parecer desleixada ou menos vaidosa, mas graças a Deus a vida muda, a mente abre, e o corpo agradece. Não tem nada de mal em usar um vestido super lindo ombro a ombro, ou um slip dress com suas havaianas e aproveitar o dia!

3 – Com oxfords e similares

Com plataforma, sem plataforma, preto ou metálico, acho que fica super incrível e super recomendo também!

4 – Pra quem quer quebrar o romantismo com coturnos

Nós vivemos o drama das princesas modernas que não querem mais ser meigas fofolétes, porém não queremos perder a doçura de menina. Queremos ser fortes, porém sem parecer prontas pra guerra. Olha que coisa maravilhosa, aquele seu vestido super romântico cheio de babado ou fluído que você costumava usar com sandália de tira pode ser muito bem usado com o seu coturno e você terá o melhor dos dois mundos.

5 – E pras antenadíssimas, que tal um estilo cowgirl?

Usar bota cowboy com vestido nem é novidade, mas antigamente usava-se mais vestidos curtos acinturados com cintos de fivela pra criar um visual bem da roça mesmo, claro, sem esquecer do chapéu! Gosto da tendência atual de vestir a bota cowboy com vestido midi e românticos como nas fotos acima.

6 – E se o chinelo ainda está um pouco assustador, tamancos e mules estão aí!

 

Viu só quantas possibilidades de resgatar aquele vestido do armário? E se mesmo assim você acha que não tem como usar, adicione outros acessórios como um chapéu, um cinto e uma bolsa divertida. Ainda não deu jeito? Que tal vestir com uma jaqueta jeans ou um colete?

E, ok, não deu certo ainda? Bom, se no caso é aquele vestido que você comprou pra ser madrinha na festa de casamento da sua prima, grandes possibilidades de não dar certo mesmo. Nesse caso recomendo vender em sites como “Enjoei” ou mandar para doação. E na próxima vez que tiver um evento como um casamento e tiver que comprar vestido, por favor, REPITA O VESTIDO. Até a princesa Kate Middleton repete roupa e você aí com medo de sair na foto com o mesmo vestido?

Ok, não quer repetir de jeito nenhum? Então não gaste uma fortuna comprando um novo! Peça emprestado! Vai no brechó!

Seu dinheiro não é capim! Proteja-se dos gastos desnecessários!

Beijos de luz.